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Escrito por CNBB
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There are no translations available. Nós, Bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB N2, unimos nossa voz a dos diversos movimentos sociais e a todos os que lutam pela defesa da vida, para tornar pública a imensa preocupação com as conseqüências desastrosas advindas da instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, sudoeste do Pará.
É sabido de todos, por ter sido amplamente divulgado pela imprensa e reafirmado pelo Ministério Público Federal, que há lacunas a serem preenchidas para a viabilidade do projeto que pretende explorar as águas do Xingu.
Partilhamos a angústia do povo que será atingido pela execução do projeto. Dados de pesquisadores e estudiosos da Amazônia comprovam que são previstos 1522 km2 de destruição - 516 km2 de área inundada e 1006 km2 de área que secará com o desvio definitivo da Volta Grande do Xingu!
Assim, reafirmamos nossa posição contra todo ato que agride e desrespeita a natureza bem como ameace a sobrevivência de comunidades tradicionais.
Reafirmamos também que não somos contra ações que visem o progresso, mas sim contra medidas que são tomadas de forma arbitrária. A sociedade civil, os mais de 40 especialistas que aprofundaram a questão e apresentaram o relatório do estudo dos impactos ambientais, os povos indígenas, os ribeirinhos, os movimentos em defesa da vida e todos os impactados pela hidrelétrica de Belo Monte, precisam ser ouvidos de forma respeitosa e correta e nossa preocupação é justamente nessa falta de um plano de desenvolvimento para a região que ouça a população local.
Devíamos aprender com os índios, os guardiões da floresta, que respeitam a mãe terra, rios e matas e sempre promoveram uma vida compartilhada em meio a tanta ganância humana.
Por isso, reforçamos nossa esperança de que a Amazônia seja desenvolvida sim, não à base de desenvolvimento predatório como sempre vem acontecendo, mas com um real desenvolvimento que respeita seus povos e seu chão.
Belém, 08 de fevereiro de 2010.
Pelos Bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB N2. |
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Escrito por Carlos Lessa (Valor Econômico)
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There are no translations available. Na década de 1950 - enquanto o poeta popular dizia: "Rio, cidade que me seduz, de dia falta água e de noite falta luz" - o Brasil esperava o apoio desinteressado norte-americano para recuperar e ampliar a infraestrutura anterior à II Guerra Mundial. Afinal, fomos aliados contra o Eixo e acreditávamos que o Plano Marshall utilizado para reconstrução europeia teria uma versão brasileira, que jamais surgiu.
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Hidroelétrica de Belo Monte: uma questão de democracia |
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Escrito por Cândido Grzybowski (Ibase)
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There are no translations available. A construção da Hidroelétrica de Belo Monte no rio Xingu, na Amazônia, tem a ver com produção e segurança energética do país, sem dúvida. Mas está longe de ser algo restrito à avaliação de engenheiros, economistas e dos nossos gestores da política energética. A hidroelétrica parece um símbolo emblemático dos rumos do próprio país. Afinal, que país estamos construindo?
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Escrito por Carlos Tautz (Ibase)
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There are no translations available. Lula deveria fechar o Ibama. Afinal, de que adianta o Instituto manter as aparências e formalidades de órgão regulador se sete de seus analistas afirmam que não tiveram tempo de analisar adequadamente o pedido de licenciamento para construção da hidrelétrica de Belo Monte (rio Xingu, no PA)?
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