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BNDES pode se associar à Braskem em futura aquisição |
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Written by Leonardo Souza (Folha de São Paulo)
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Tuesday, 09 February 2010 10:32 |
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There are no translations available. Vice-presidente da petroquímica disse que o banco se ofereceu para comprar parte das suas ações
O vice-presidente de finanças da Braskem, Carlos Fadigas, disse à Folha que o bndes se ofereceu para participar da próxima aquisição da companhia nos Estados Unidos.
Entre o final de janeiro e o começo deste mês, a Braskem comprou a Quattor no Brasil -criando um monopólio na produção de petroquímicos básicos no país- e a americana Sunoco Chemicals.
No anúncio da segunda transação, o presidente da companhia, Bernardo Gradin, informou que os planos de internacionalização do grupo incluem mais uma empresa nos EUA. Ele não havia explicado, contudo, de onde viriam os recursos para o novo empreendimento.
De acordo com Fadigas, a proposta do bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) é entrar na operação por meio de seu braço de participações, a bndesPar. Ou seja, a instituição injetaria recursos na petroquímica comprando uma parte de suas ações.
Fadigas disse que é muito importante uma nova incorporação nos EUA para a estratégia da companhia de consolidar sua presença no mercado americano. Ressaltou, no entanto, que a próxima aquisição só deve ocorrer mais para a frente, pois a Braskem precisa primeiro "digerir" as duas conquistas anunciadas agora. Mas, segundo a Folha apurou, a petroquímica brasileira já teria aberto conversas com cinco companhias nos EUA.
O vice-presidente da Braskem destacou também que não necessariamente precisará do capital do bndes. "O "funding" [recursos] vai depender do tamanho da aquisição", disse.
A Braskem tem três alternativas, segundo Fadigas. A primeira é utilizar recursos próprios. A segunda, levantar financiamento no mercado americano, onde as taxas de juros são mais baixas.
"Se for muito grande [a empresa a ser comprada], vamos aceitar a participação do bndes", disse ele. Procurada pela reportagem, a assessoria do bndes informou que não se manifestaria sobre o assunto.
Fadigas contesta o argumento de que a incorporação da Quattor representa um monopólio no país. Disse que enfrentam a concorrência da belga Solvay, que tem operações no Brasil e na Argentina, e da Dow Chemicals, com planta também no país vizinho.
"Além disso, 25% das resinas usadas no Brasil são importadas. Não há que falar em monopólio", disse. Ele lembra também que a Quattor vinha de um processo de concentração liderada pela Unipar. "Para ficar sozinha [a Braskem], os outros decidiram sair."
Leonardo Souza (Folha de São Paulo), de Brasília
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