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Primeiro encontro dos atingidos pela Vale será em abril PDF Print E-mail
Written by Plataforma BNDES   
Sunday, 07 March 2010 02:02
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Diversas organizações sociais e sindicais do Canadá, Chile, Argentina, Guatemala, Peru e Moçambique estão convidadas para o 1° Encontro Internacional de Populações, Comunidades, Trabalhadores e Trabalhadoras atingidos pela Vale do Rio Doce. O encontro será entre os dias 12 e 15 de abril de 2010, no Rio de Janeiro.
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Coutinho diz que BNDES está preparado para financiar hidrelétrica de Belo Monte PDF Print E-mail
Written by Alana Gandra (Agência Brasil)   
Friday, 19 February 2010 15:12
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está pronto para financiar o vencedor do leilão da hidrelétrica de Belo Monte, previsto para ocorrer até abril deste ano, disse ontem (18), o presidente do banco, Luciano Coutinho.
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MPX busca novos licenciamentos PDF Print E-mail
Written by Adriana Diniz (Jornal do Brasil)   
Thursday, 11 February 2010 16:19
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SÃO LUÍS, MARANHÃO - A MPX, empresa de energia do grupo EBX, do empresário Eike Batista, quer licenciamento para projetos que somam 10.000 MW de capacidade de produção até o final deste ano, informou quarta-feira o presidente da empresa, Eduardo Karrer. A MPX já tem três termoelétricas no Nordeste, em estágio avançado de construção, com início de operações previsto para janeiro de 2012, além de usinas já licenciadas no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, e no Rio Grande do Sul, que ainda não começaram a ser construídas. Até o primeiro semestre de 2012, Itaqui (Maranhão), Pecém I e Pecém II (Ceará) deverão estar prontas para gerar 1.440 MW.

Os investimentos nas três usinas do Nordeste já somam R$ 2,2 bilhões até agora e outros R$ 1,3 bilhão deverão ser investidos este ano. Até 2012, a quantia deve ultrapassar R$ 4 bilhões. De acordo com Eduardo Karrer, esses empreendimentos já têm contratos firmados por 15 anos, com 32 distribuidoras de energia do país. A previsão é de que a receita anual das usinas chegue a R$ 720 milhões após a entrada em operação.

As termoelétricas, no entanto, devem ficar prontas antes do início de vigência dos contratos com as distribuidoras. Isso pode render ainda mais para a empresa, que terá chance de vender a energia excedente no mercado direto. A MPX Itaqui, no Maranhão, com início de operação contratado para 2012, já está com 50% do empreendimento concluído e deve ficar apta para operar em setembro de 2011. As outras duas usinas do Ceará deverão estar prontas logo em seguida, outubro e novembro, e só têm contrato com distribuidoras a partir de maio de 2012.

Emissão de gases

A termoelétrica de Itaqui, que recebeu aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (bndes), do Banco do Nordeste e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, foi muito criticada por ambientalistas, já que órgãos governamentais investirem em um projeto movido a carvão, prejudicial ao meio ambiente. Para conseguir as licenças ambientais, a empresa precisou investir 30% dos R$ 1,8 bilhão dos recursos do projeto em redução de impactos ambientais, como controle de emissão de gases. Do total, R$ 1,038 bilhão vieram do bndes e R$ 200 milhões, do Bando do Nordeste.

Para as três usinas do Nordeste, a MPX garantiu emissões de gases de acordo com padrões estabelecidos pelo Banco Mundial, bem mais rigoroso que os órgãos brasileiros, destacou Karrer. Por meio de um processo químico que limpa o gás produzido na queima do carvão, com substâncias como cal e água, a empresa promete reduzir em 98% as emissões de dióxido de enxofre, 90% da emissão de óxido de nitrogênio e em 99,99% nas emissões de material articulado (poeria). De acordo com a empresa, os resíduos sólidos resultantes desses processos, serão transformados em matéria-prima para a produção de cimento, pavimentação de estradas e fertilizantes para agricultura.

– Tudo tem sido criticado hoje em dia: energia eólica interfere na migração dos pássaros e atinge dunas; hidrelétricas prejudicam o ecossistema de rios. O importante é investir em tecnologias modernas para diminuir os impactos – defendeu Karrer. – Quando temos como parceiros esses bancos, que são rigorosíssimos com a questão ambiental, é como um selo de qualidade. Tem muito desconhecimento nas críticas. Daqui a um ano, quando estiver saindo fumaça da torre de Itaqui, o que irá se ver é apenas vapor.

Qualidade do carvão próprio deve favorecer preços baixos

A água utilizada nos processos de resfriamento das caldeiras será bombeada do mar, na área do Porto de Itaqui, que fica a cerca de quatro quilômetros da usina do Maranhão. Pelo mesmo local, chegará o carvão que será usado pela companhia, proveniente de minas da MPX na Colômbia. De acordo com o presidente da empresa, o carvão colombiano é considerado de alta qualidade, por ter baixo teor de enxofre e nitrogênio.

– A qualidade do carvão, somada ao fato de a empresa utiliza matéria-prima própria, vai garantir um preço competitivo da energia. Isso fará com que a gente ganhe em volume de comercialização, compensando os gastos com controle de emissão de gases – destacou Karrer, acrescentando que a produção de carvão na Colômbia é suficiente para pelo menos 30 anos de produção de energia, nas três usinas do Nordeste e também em todos os outros projetos da empresa.

Energias alternativas, como eólica e solar, também estão no foco da empresa, que tem projetos em áreas no Ceará e no Rio de Janeiro aguardando licenciamento. “Pretendemos entrar forte em leilões de energias alternativas este ano”, afirmou Karrer. “O que a gente não pode deixar de fazer é diversificar a produção de energia, para ter uma segurança”.

Belo Monte: dois consórcios na disputa da usina

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse quarta-feira que dois consórcios vão disputar a concessão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará: um liderado pela Andrade Gutierrez e outro, pela Odebrecht.

– A Andrade vai com construtoras menores, e a Odebrecht com a Camargo Corrêa. A Eletrobrás entra antes ou depois do leilão, mas estará lá também – afirmou Lobão.

O ministro reforçou a intenção do governo de realizar o leilão da usina de 11 mil megawatts em março. Segundo Lobão, a mineradora Vale, maior consumidora individual de energia do país, também está conversando com algumas construtoras.

Lobão está confiante sobre a realização do leilão, apesar dos protestos contrários. Para conceder a licença ambiental, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estipulou 40 condicionantes e uma contrapartida de R$ 1,5 bilhão.

Mineração

Segundo o ministro, o governo está buscando uma brecha na legislação para obrigar os atuais donos de licenças minerárias, de áreas não desenvolvidas a iniciar a lavra em curto espaço de tempo ou devolvê-las.

– Se encontrar uma brecha na lei para pegar quem tem licença e não lavrou, vamos obrigar a devolver, como acontece na indústria do petróleo – disse Lobão, sobre o regime de concessão do setor de petróleo, que estabelece prazos rígidos.

– Mas não vamos rasgar contratos – afirmou o ministro, admitindo que a Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, detém um grande número de licenças.

Adriana Diniz (Jornal do Brasil)
 
BNDES amplia apoio às múltis verde-amarelas PDF Print E-mail
Written by Claudia Safatle (Valor Econômico)   
Thursday, 11 February 2010 16:04
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A política do governo de incentivar a formação de grandes empresas competitivas no mercado internacional está longe de terminar. Ainda há um vasto campo de empreendimentos que merecerão apoio do bndes para fusões e aquisições, sobretudo nas commodities. O banco prepara alternativas de financiamento para atender às novas grandes empresas brasileiras no exterior. No momento, duas opções estão em construção: emitir títulos do bndes no mercado interno para captar recursos ou, mais provável, usar a subsidiária de Londres para captar e emprestar fora do país.

Política de apoio à formação de múltis brasileiras será ampliada

A decisão do governo Lula, de viabilizar grandes grupos empresariais nacionais, com recursos do bndes, para serem companhias globais, não é uma questão pacífica e traz de volta o debate sobre a política industrial dos anos 70. Foi quando o governo do general Ernesto Geisel (1974 a 1979), com o 2º Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) e o projeto de substituição de importações, criou os capitalistas nacionais e as bases do parque industrial que o país tem hoje. Há quem chame aquela política de "capitalismo de Estado", ou "capitalismo patrimonialista".

Para os economistas e principais formuladores do governo Lula, as críticas, em geral, são "fáceis e ociosas". Eles garantem que o modelo de hoje não guarda qualquer semelhança com o passado. "Hoje, o governo entra para viabilizar processos que estão maduros, que têm consistência empresarial, que são reconhecidos no mercado. Isso é muito diferente da estratégia do Brasil no passado, e da de outros países da Ásia, por exemplo", aponta um graduado assessor oficial.

Nessa opção, são vários os benefícios que o país poderá ter, no médio e longo prazos, dispondo de grandes grupos empresariais globais, assinalam. Primeiro, o Brasil passaria a ser "um centro de decisão relevante", tendo empresas fortes e competitivas no exterior, com capacidade de gerar empregos de alta qualificação no país, podendo, assim, desenvolver tecnologia e inovação também aqui.

Soma-se a isso, o fato de que "o desenvolvimento da cadeia produtiva dessas empresas a montante e a jusante - no caso da petroquímica, a terceira geração está a jusante -dá mais oportunidade de desenvolvimento na cadeira de fornecedores", completa.

Ou seja, na medida em que uma empresa brasileira tem subsidiárias no exterior, abre-se espaço para mais exportações a partir do país e pode-se contar com um fluxo de remessa de lucros, ao contrário de hoje, quando as empresas estrangeiras é que remetem lucros daqui para suas matrizes. Se o Brasil pretende ser participante ativo dos fóruns internacionais, isso não pode estar dissociado da presença de grandes companhias, dizem as fontes oficiais.

Há riscos, salientam, porém, economistas avessos à ideologia intervencionista. "O governo está escolhendo os campeões e escolhendo empresas com alto poder de monopólio. O que está acontecendo na petroquímica é uma concentração absoluta. Se ele deixasse entrar empresas estrangeiras no país, teríamos concorrência", disse uma fonte do setor privado. "É a tese do "Brasil potência", diz: "Temos que ter submarino nuclear e empresas nacionais globais. Mas uma potência artificial e não construída por eficiência, crescimento, alto nível educacional".

Nem todas as compras de empresas estão sendo patrocinadas pelo governo, através do bndes ou de políticas de incentivos fiscais. Não houve dinheiro público na compra do Ponto Frio e da Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açucar, assim como também não houve na associação da Cosan com a Shell. Foram negócios estritamente privados. Os economistas do governo alegam que o país tem, hoje, um conjunto de bancos de investimentos ávidos por realizar negócios que podem ser feitos à margem do setor público. Outros precisam de um empurrão do Estado para se viabilizar.

No governo, assinalam-se as distinções entre hoje e os anos 70. Naquele período, vigorou o modelo tripartite, onde os grandes investimentos teriam que ser distribuídos igualmente em um terço (1/3) de participação do Estado, de capital estrangeiro e de um grupo privado nacional. Foi quando se montou um forte parque industrial no Brasil, com recursos públicos pesadamente subsidiados: os empresários nacionais pagavam somente 20% da correção monetária pelos empréstimos do bndes. Foi a origem da indústria do aço, de fertilizantes, da petroquímica, papel e celulose, equipamentos.

"Naquela ocasião, muitos atores foram verdadeiramente "laçados". O presidente Geisel resolveu fazer a indústria petroquímica privada, criou a a Petroquisa e "laçou" os empresários para entrarem no setor. O que estamos fazendo é radicalmente distinto.". Trata-se, agora, segundo assessores governamentais, "do coroamento de um processo de desenvolvimento que tem o padrão do bndes para apoiar: tem que ser empresas abertas, participantes do novo mercado, com proteção aos acionistas minoritários e mais, tem que ter o reconhecimento do mercado, pois as operações feitas até agora foram via mercado, com aumento de capital".

O bndes subscreve uma fração das ações, atraindo o mercado que subscreve o resto. "Isso significa que são operações reconhecidas pelo mercado de capitais como agregadoras de valor" e não um sistema de escolha da empresa "vencedora", explicam as fontes. Ela já é vista como vencedora pelo mercado e o bndes age somente como "um facilitador", assinalam.

Atualmente, as operações do bndes não são subsidiadas como nos anos 70. O banco tem cobrado pelos financiamentos mais recentes, que envolvem aquisições, fusões, CDI mais 1,5% a 2% ao ano, e não a TJLP, que é inferior à Selic com a qual o governo remunera sua dívida, asseguram fontes da instituição. Mas, muito provavelmente, as empresas em questão não conseguiriam levantar recursos no mercado, interno ou externo, a esse preço para alçar grandes negócios, suspeitam economistas mais liberais.

O Brasil entra atrasado nessa história, alegam fontes oficiais. A elevada instabilidade econômica que marcou o país por quase três décadas postergou o movimento de concentração de capital e a formação de uma "estrutura empresarial com a robustez relativa correspondente ao tamanho e a importância da economia brasileira". Nesse período, as empresas estavam preocupadas em "sobreviver" . Portanto, agora será a fase "das consolidações", asseguram.

Claudia Safatle (Valor Econômico), de Brasília
Last Updated on Thursday, 11 February 2010 16:14
 
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